“Disseram-me que a casa dos meus sonhos não era para mim!”
Fracassada! – é desta forma que posso descrever a minha vida financeira quando comecei a frequentar o CdAE.
“Não havia nada de bom na minha vida e existia muito sofrimento. Na verdade, de certa forma, todas as restantes áreas, como a familiar e a conjugal, acabavam também por estar no fundo do poço. Trabalhava e o dinheiro, simplesmente, desaparecia, parecia que não tinha nada, nem sequer para comer, não faço ideia para onde ia o dinheiro.
Sentia que existia muita inveja, pois muitas pessoas diziam que o dinheiro desaparecia porque o meu marido o gastava em tabernas, quando não era verdade. Um dia, fui visitar a minha filha a Alverca, que me levou ao CdAE. Desde o primeiro dia em que comecei a frequentá-lo, passei a ter outro espírito e a situação começou a mudar. O meu marido disse-me logo que eu parecia outra pessoa.
Passei a ser dizimista e a minha vida começou a mudar. Infelizmente, o meu marido faleceu e acabei por fi car sozinha. Tive que recomeçar do zero. Continuei a olhar para a frente e o meu sonho sempre fora ter uma casa própria, algo que nunca tive enquanto o meu marido era vivo. Foi esse o voto que fiz na Fogueira Santa.
Não aceitei continuar fracassada! Fui a uma agência, na qual me disseram que aquela casa não era para mim, pois era muito cara.
No entanto, determinei e, embora, na altura, não tivesse dinheiro nem sequer para dar o sinal, a casa hoje é minha!”
ROSA DIAS